1. Coleções

    Todos os dias Antônio acorda e olha para o céu por uma fresta que há em sua janela, olha e vê tantas novas possibilidades que se enche de alegria e sonhos, podendo assim aguentar mais um dia no grande carrossel do mundo.
    Antônio adora o som da chuva, as cores do céu e o cheiro de café fresco. Ele não gosta de pessoas, as acha muito perturbadoras com suas manias, sons e gestos. Se sente sufocado em meio a grandes multidões e por isso evita sair de casa, ele gosta dos mundos que cria para si.
    Seu maior sonho? Explorar o céu na sua vastidão de cores, saber como as flores se formam, mas acima de tudo entender do que é feito o labirinto de sentimentos humanos.
    Antônio se sente pequeno diante do mundo, sozinho e por vezes sufocado. Sentado na poltrona de um ônibus, admira as nuvens e reza para que um dia possa tocá-las. Desembarca e andando pela rua encontra uma pedra, ele faz coleção de pedras e também de sorrisos. 
     

  2. Todos os dias Antônio acorda e olha para o céu por uma fresta que há em sua janela, olha e vê tantas novas possibilidades que se enche de alegria e sonhos, podendo assim aguentar mais um dia no grande carrossel do mundo.

    Antônio adora o som da chuva, as cores do céu e o cheiro de café fresco. Ele não gosta de pessoas, as acha muito perturbadoras com suas manias, sons e gestos. Se sente sufocado em meio a grandes multidões e por isso evita sair de casa, ele gosta dos mundos que cria para si.
    Seu maior sonho? Explorar o céu na sua vastidão de cores, saber como as flores se formam, mas acima de tudo entender do que é feito o labirinto de sentimentos humanos.
    Antônio se sente pequeno diante do mundo, sozinho e por vezes sufocado. Sentado na poltrona de um ônibus, admira as nuvens e reza para que um dia possa tocá-las. Desembarca e andando pela rua encontra uma pedra, ele faz coleção de pedras e também de sorrisos. 
    GFM
     
  3.  <3

     
     
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  6.           E agora, José?
              A festa acabou,
              a luz apagou,
              o povo sumiu,
              a noite esfriou,
              e agora, José?
              e agora, você?
              você que é sem nome,
              que zomba dos outros,
              você que faz versos,
              que ama, protesta?
              e agora, José?

              Está sem mulher,
              está sem discurso,
              está sem carinho,
              já não pode beber,
              já não pode fumar,
              cuspir já não pode,
              a noite esfriou,
              o dia não veio,
              o bonde não veio,
              o riso não veio
              não veio a utopia
              e tudo acabou
              e tudo fugiu
              e tudo mofou,
              e agora, José?

              E agora, José?
              Sua doce palavra,
              seu instante de febre,
              sua gula e jejum,
              sua biblioteca,
              sua lavra de ouro,
              seu terno de vidro,
              sua incoerência,
              seu ódio - e agora?

              Com a chave na mão
              quer abrir a porta,
              não existe porta;
              quer morrer no mar,
              mas o mar secou;
              quer ir para Minas,
              Minas não há mais.
              José, e agora?

              Se você gritasse,
              se você gemesse,
              se você tocasse
              a valsa vienense,
              se você dormisse,
              se você cansasse,
              se você morresse…
              Mas você não morre,
              você é duro, José!

              Sozinho no escuro
              qual bicho-do-mato,
              sem teogonia,
              sem parede nua
              para se encostar,
              sem cavalo preto
              que fuja a galope,
              você marcha, José!
              José, para onde?

    Carlos Drummond de Andrade

     
     
  7.  
     
  8. (Source: ruoloc, via my-sweetmisery)

     

  9. Nível de ciúme: ”Não vou nem falar nada.”

     
  10. maniasdegiovanna:

    Uma verdade: Eu choro quando estou com muita raiva.

    (Source: things-of-butterflies, via sheisclosetotears)